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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Repleto...



Não há como não sentir
Porque tudo em mim está repleto de você.
A casa.
A cidade.
O quarto.
Aquele lugar...
Tudo me traz uma lembrança
Que nem preciso lembrar.
Constante pensamento,
A todo momento,
Meu amor.

[...]

sábado, 28 de janeiro de 2012

Cultive...



Nunca plante um amor que não tem a intenção de cultivar...Cultive.
Não espere que ele cresça sozinho, ele precisa de luz, de calor, de várias doses de carinho. Proteja-o das tempestades, não deixe os ventos fortes o atingir. Não o cerque, apenas certifique-se de que está tudo bem ao redor. Cuide-o, em todas as estações e ele lhe dará frutos.

[...] Thamires de Almeida

sábado, 3 de dezembro de 2011

Do Lado de Dentro...


As pessoas não sentem Deus através dos sentidos,
Esses servem pra capturar o que está no lado externo...
E Deus,
Deus se sente do lado de dentro!

Thamires de Almeida

...



De onde vem a inspiração
Se falar de amor, agora,
Só com o coração?
Porque a voz se perdeu no espaço
Ficou em seu abraço,
Perdida nas linhas do seu olhar...
Eu vou falar só pra você,
Contar as histórias que ainda não sei...
Porque pra você eu era, sou e serei!


domingo, 28 de agosto de 2011

...




O dia inteiro a saudade não me deixa,
Não me larga,
Não se afasta.
Por toda a parte me persegue
Me contando que você não está.

[...] Thamires de Almeida

domingo, 21 de agosto de 2011

De novo, A saudade...





A saudade roubou meus dias
Levou na mala meu coração
Pra longe,
Distante o bastante...

A saudade roubou minhas noites,
Levou a voz que me falava ao ouvido
Como um sopro de ar puro...
Como um soneto calmo
Que me adormecia...

-Vá embora, Saudade!
E traga de volta o meu amor,
Os meus dias,
As minhas noites,
Devolva meu coração,
Eu não preciso de você!


Esse sentimento
Lindamente cruel,
Que o tempo não cura,
Acumula...


Thamires de Almeida [...]

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Saudade...



     De nada adianta fechar os olhos pra saudade
     Aquela coisa de " o que os olhos não veem o coração não sente" não funciona mais. Se é que um dia funcionou.
     Agora, o que os olhos não veem o coração sente mais, o coração sofre e chora mais.
     E todos os dias o coração pede mais doses de algo que amenize tudo isso ...
     A noite é cruel, acentua a dor, e faz tudo ficar mais forte, faz tudo ficar de um tamanho que não dá mais pra carregar. Aí vem o cansaço , uma hora você acaba cedendo e se perde nele.
     O coração a essa hora já está morto, bate mas nem se percebe.
     E vem o dia seguinte.
     E o coração, ainda fraquinho, renasce, única e exclusivamente na esperança de que o outro volte.

Thamires.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

...



Não brinque com o amor de alguém
Porque pode vir outro alguém
E brincar com o seu também.

Thamires de Almeida

Adeus...




O tchau não é um 'adeus'
E mesmo que seja um 'adeus' não precisa ser pra sempre.
Tudo voltará para o lugar onde deve estar,
Um dia,
Enfim.

Thamires de Almeida

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Amor...


E o amor se manifesta
Onde menos se espera
Nas menores coisas é que se demonstra
O quanto de amor há.

Insônia...



Quando você não está nem o sono quer me acompanhar
E a noite passa, 
E eu passo pela noite
Vagueando entre os sonhos-pesadelo 
Que não me deixam descansar.
Preciso da sua voz, como uma canção suave
Mesmo que não diga nada, mesmo que eu nem escute
Preciso de você do outro lado, 
Já que não pode estar aqui,
Me cantando versos, me embalando em carinho
Pra me fazer dormir.

Thamires de Almeida [...]

sábado, 11 de junho de 2011

Aos Namorados do Brasil

Já que amanhã é dia dos namorados eu não poderia deixar de  dedicar uma postagem a essa data.





Dai-me, Senhor, assistência técnica
para eu falar aos namorados do Brasil.
Será que namorado algum escuta alguém?
Adianta falar a namorados?
E será que tenho coisas a dizer-lhes
que eles não saibam, eles que transformam
a sabedoria universal em divino esquecimento?
Adianta-lhes, Senhor, saber alguma coisa,
quando perdem os olhos
para toda paisagem ,
perdem os ouvidos
para toda melodia
e só vêem, só escutam
melodia e paisagem de sua própria fabricação?
Cegos, surdos, mudos - felizes! - são os namorados
enquanto namorados. Antes, depois
são gente como a gente, no pedestre dia-a-dia.
Mas quem foi namorado sabe que outra vez
voltará à sublime invalidez
que é signo de perfeição interior.
Namorado é o ser fora do tempo,
fora de obrigação e CPF,
ISS, IFP, PASEP,INPS.
Os códigos, desarmados, retrocedem
de sua porta, as multas envergonham-se
de alvejá-lo, as guerras, os tratados
internacionais encolhem o rabo
diante dele, em volta dele. O tempo,
afiando sem pausa a sua foice,
espera que o namorado desnamore
para sempre.
Mas nascem todo dia namorados
novos, renovados, inovantes,
e ninguém ganha ou perde essa batalha.
Pois namorar é destino dos humanos,
destino que regula
nossa dor, nossa doação, nosso inferno gozoso.
E quem vive, atenção:
cumpra sua obrigação de namorar,
sob pena de viver apenas na aparência.
De ser o seu cadáver itinerante.
De não ser. De estar, e nem estar.
O problema, Senhor, é como aprender, como exercer
a arte de namorar, que audiovisual nenhum ensina,
e vai além de toda universidade.
Quem aprendeu não ensina. Quem ensina não sabe.
E o namorado só aprende, sem sentir que aprendeu,
por obra e graça de sua namorada.
A mulher antes e depois da Bíblia
é pois enciclopédia natural
ciência infusa, inconciente, infensa a testes,
fulgurante no simples manifestar-se, chegado o momento.
Há que aprender com as mulheres
as finezas finíssimas do namoro.
O homem nasce ignorante, vive ignorante, às vezes morre
três vezes ignorante de seu coração
e da maneira de usá-lo.
Só a mulher (como explicar?)
entende certas coisas
que não são para entender. São para aspirar
como essência, ou nem assim. Elas aspiram
o segredo do mundo.
Há homens que se cansam depressa de namorar,
outros que são infiéis à namorada.
Pobre de quem não aprendeu direito,
ai de quem nunca estará maduro para aprender,
triste de quem não merecia, não merece namorar.
Pois namorar não é só juntar duas atrações
no velho estilo ou no moderno estilo,
com arrepios, murmúrios, silêncios,
caminhadas, jantares, gravações,
fins-de-semana, o carro à toda ou a 80,
lancha, piscina, dia-dos-namorados,
foto colorida, filme adoidado,,
rápido motel onde os espelhos
não guardam beijo e alma de ninguém.
Namorar é o sentido absoluto
que se esconde no gesto muito simples,
não intencional, nunca previsto,
e dá ao gesto a cor do amanhecer,
para ficar durando, perdurando,
som de cristal na concha
ou no infinito.
Namorar é além do beijo e da sintaxe,
não depende de estado ou condição.
Ser duplicado, ser complexo,
que em si mesmo se mira e se desdobra,
o namorado, a namorada
não são aquelas mesmas criaturas
que cruzamos na rua.
São outras, são estrelas remotíssimas,
fora de qualquer sistema ou situação.
A limitação terrestre, que os persegue,
tenta cobrar (inveja)
o terrível imposto de passagem:
"Depressa! Corre! Vai acabar! Vai fenecer!
Vai corromper-se tudo em flor esmigalhada
na sola dos sapatos..."
Ou senão:
"Desiste! Foge! Esquece!"
E os fracos esquecem. Os tímidos desistem.
Fogem os covardes.
Que importa? A cada hora nascem
outros namorados para a novidade
da antiga experiência.
E inauguram cada manhã
(namoramor)
o velho, velho mundo renovado



Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 7 de junho de 2011

All Star


Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios,
Colombo procurou as Índias mas a terra avisto em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário.
Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras
Satisfeito sorri
Quando chego ali
Entro no elevador
Aperto o doze que é o seu andar
Não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra hoje...

All Star [Nando Reis]

...




O amor foi jogado ao mar
Como um barco à vela
Procurando a direção do vento
Pra navegar...


[...] Thamires de Almeida

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Caminho...



Eu vou ficar aqui,
Quem sabe você venha,
Ache o caminho,
Queira o caminho até mim...
Todos os lugares,
Aquelas casas,
Aquelas ruas,
Tudo me fala que preciso de você,
Gritam o seu nome
Mostram sua ausência
Faz ecoar sua voz que não está...
Vou continuar aqui,
Vendo no fim do caminho
Você vindo, sorrindo
Me dizendo que vai ficar.
Os meus livros
Minhas músicas
As paredes,
As nuvens,
Você está em tudo.
Vou sair do mundo,
Vou fechar os olhos
E esperar...

Thamires de Almeida

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Amar...mar...ar


Mesmo que pareça difícil,
Sempre te darei a mão.
Nada nos será
barreira.
Dou meu ar,
Sem medo de cair de cabeça
Nesse mar
Que é o amor.

Amar... mar... ar.

Thamires de Almeida

terça-feira, 24 de maio de 2011

Minha Poesia



É minha, e somente minha
Minha e de mais ninguém
Com toda redundância
Hiperbolicamente minha
Minha, a poesia.

E não me chame de possessiva
Livre é a poesia
Ela só prefere 
Estar em minha companhia.

Thamires de Almeida

sábado, 14 de maio de 2011

...

______ x _______


Sem a chuva , sem o Sol
Apenas o céu escuro...
Um silêncio...
Dá pra ouvir meu coração..
Aflito, ansioso, 
De um lado para o outro,
Esperando por você...


                                   Thamires de Almeida